terça-feira, 14 de junho de 2011

Erliquiose Canina - Doença do Carrapato

Erliquiose Canina - Doença do Carrapato


A erliquiose é uma doença transmitida pela saliva do carrapato durante a picada. O carrapato transmissor é o marron (Rhipicephalus sanguineus) e a doença pode se manter incubada por até 3 semanas. Podemos ter casos agudos que se manifestam com anemia leve, alterações plaquetárias (coagulação) com comprometimento hepático e esplênico (baço). Muitas vezes evoluem para estados subclínicos da doença que mantêm e acentuam alterações plaquetárias. Os casos que cronificam podem gerar deficiências severas na produção de células pela medula óssea e lavar o cão ao óbito por conseqüência.

O paciente portador de erliquiose tem tendência a hemorragias, alterações no baço e no fígado. A prevalência da doença se dá conforme época do ano, em locais muito quentes e úmidos pode ocorrer durante todo o ano. Nos locais frios, o carrapato se desenvolve menos e a incidência da doença reduz.
Os sinais clínicos observado no paciente com erliquiose são:
•    Letargia – cão parece desanimado, sem vontade de brincar ou correr;
•    Anorexia e perda de peso – cão perde o apetite e perde peso;
•    Febre;
•    Sangramentos – paciente pode sangrar gengivas e demais mucosas sem lesão prévia;
•    Alterações respiratórias – o cão pode aumentar a freqüência respiratória como se estivesse sempre cansado;
•    Alterações na forma de caminhar – o paciente parece perder o equilíbrio e ter dificuldade de deambular.
O diagnóstico é realizado pelo veterinário através do exame clínico e físico do cão e através de exames complementares. Geralmente se coleta sangue para hemograma completo e bioquímicos sanguíneos, testes sorológicos como o PCR também são muito úteis na detecção do problema. Após realizado o diagnóstico, parte-se para o tratamento que é realizado com uso de medicações por longo período e exames de rotina. O prognóstico é favorável na maioria dos casos, mas em cães com erliquiose crônica com comprometimento da medula óssea o prognóstico é reservado.
O paciente é monitorado com contagem plaquetária semanalmente e em casos mais sérios reduz-se esse prazo. Os testes sorológicos são repetidos em 9 meses. Vale lembrar que uma infecção anterior não cria imunidade ao problema, assim se entrar em contato com carrapatos contaminados pode adquirir a erliquiose novamente.
A prevenção da doença deve ser realizada através do controle da infestação por carrapatos. Assim mensalmente deve-se aplicar produto antipulgas e anticarrapatos que garantem a segurança do cão. A higiene também é importante com manutenção de banhos regulares. É importante lembrar que antes de procedimentos cirúrgicos devemos sempre fazer um check-up sanguíneo a fim de detectar problemas como a erliquiose e evitar hemorragias.
Dra. Viviane Dubal – CRMV/RS 8844
Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e proprietária da Clinica Veterinária Saúde Animal em Porto Alegre. Contato: vivianesd@bol.com.br

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